O governo do Estado de São Paulo iniciou, em 2026, o processo de revisão do Plano Estadual de Resíduos Sólidos, sob coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A atualização é obrigatória por lei a cada quatro anos e deve orientar a política pública de resíduos no estado pelas próximas duas décadas.
Os números explicam a relevância do tema: São Paulo tem 645 municípios, que juntos geram cerca de 42 mil toneladas de resíduos por dia. Apenas 78 cidades com mais de 100 mil habitantes concentram aproximadamente 80% de todo o volume de resíduos sólidos urbanos produzido no estado. A expectativa da Semil é disponibilizar a nova versão do Plano para consulta pública e audiências públicas ainda este ano, após passar pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema).
Embora o foco tradicional dos planos estaduais recaia sobre a limpeza urbana municipal, a gestão de resíduos gerados por estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços de saúde é parte relevante do diagnóstico técnico que vai subsidiar a revisão. Grande parte dessas empresas não depende da coleta pública: contrata diretamente empresas especializadas para dar destinação adequada aos seus resíduos, conforme prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Gestão de resíduos
É um momento oportuno para que o setor privado de gestão de resíduos participe ativamente do debate — contribuindo com dados, experiência operacional e propostas técnicas que ajudem a moldar diretrizes mais alinhadas à realidade do mercado.
As empresas associadas à Abrager, que atuam em toda a cadeia de coleta, transporte, reciclagem, logística reversa e tratamento de resíduos sólidos privados, acumulam conhecimento técnico sobre os desafios operacionais e regulatórios do setor em todo o estado de São Paulo. Esse know-how é um insumo valioso para as discussões que devem ocorrer durante a consulta pública e as audiências previstas.
Para empresas geradoras de resíduos comerciais e industriais, acompanhar de perto a revisão do Plano — e contar com prestadores especializados que já dialogam com o poder público sobre o tema — é uma forma de se antecipar a eventuais mudanças de diretrizes que possam impactar suas obrigações ambientais nos próximos anos.





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