A gestão de resíduos sólidos — especialmente os gerados pelo setor comercial e industrial — é um dos pilares de uma economia sustentável e competitiva no século XXI. No Brasil, o setor privado desempenha papel essencial na coleta, transporte, reciclagem, logística reversa e tratamento de resíduos, atuando em parceria com governos e sociedade civil. A Abrager, que representa essas empresas, tem trabalhado para promover melhores práticas, padronizar processos e dialogar com órgãos públicos para fortalecer o setor.
Neste sentido, com as eleições em 2026 para presidente da República, Governadores, Deputados Federais e Estaduais e Senadores oferece um momento ideal para debater os avanços da gestão de resíduos no Brasil, com a possibilidade de as candidaturas incluírem propostas nos planos de governo.
Apesar de avanços importantes nos últimos anos, há desafios estruturais e oportunidades que exigem uma agenda política clara e integrada após as eleições de 2026. Entre as ações centrais que demandam ação governamental, está a implementação consistente da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), no sentido de torná-la mais padronizada entre estados e municípios, a fim de garantir, por exemplo, o cumprimento de metas de reciclagem, destinação adequada e logística reversa.
Também é preciso fortalecer mecanismos de fiscalização e de monitoramento de dados sobre resíduos em tempo real e ampliar incentivos para cumprimento das metas da PNRS, incluindo instrumentos econômicos.
Com boas políticas públicas e um ambiente regulatório estável e políticas públicas que estimulem investimentos em soluções tecnológicas e infraestrutura de reciclagem e tratamento, o setor privado de gestão de resíduos pode atender com excelência as novas demandas de comércios e indústrias.
Um das medidas importantes aos gestores públicos é o esíimulo de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) para tratamento avançado e gerenciamento integrado, bem como a criação de linhas de financiamento e de crédito específicas para inovação em reciclagem e tecnologias de tratamento.
Embora o setor de gestão de resíduos esteja preparado para a nova realidade da economia circular, a logística reversa — a obrigação que fabricantes e comerciantes têm de recolher e devolver produtos e embalagens ao circuito produtivo — ainda enfrenta entraves operacionais e de governança.
Neste sentido, é fundamental aperfeiçoar os acordos setoriais com metas claras, prazos e sanções, incentivar programas de retorno voluntário com ganhos tributários ou subsídios e articular com estados e municípios sistemas integrados de devolução e reciclagem colaborativos.
O Brasil tem um enorme potencial para transformar sua gestão de resíduos comerciais e industriais em um exemplo de sustentabilidade e eficiência econômica. isso exige uma agenda estruturada e alinhada entre Executivo e Legislativo, que inclui a articulação entre entidades de classe, como a Abrager, governos estaduais e federal, setor privado e a sociedade civil. Só assim, o País poderá alcançar os objetivos estratégicos de uma gestão de resíduos que fortaleça a competitividade, a sustentabilidade e a justiça social.






Deixe um comentário